O que é infecção urinária de repetição?
A infecção urinária acontece quando bactérias, geralmente vindas do intestino, chegam à uretra e sobem até a bexiga, causando a cistite. Quando sobem até os rins, provocam a pielonefrite, um quadro mais grave. Falamos em infecção de repetição quando ocorrem duas ou mais em seis meses ou três ou mais em um ano.
Muitas pessoas vivem um ciclo cansativo: ardência, antibiótico, alívio e nova infecção poucas semanas depois. Esse ciclo raramente se resolve sozinho e costuma ter uma explicação que pode ser encontrada e tratada.
Quais são os sintomas da infecção urinária de repetição?
- Ardência ou dor ao urinar.
- Vontade frequente e urgente de urinar, com pouco volume a cada vez.
- Dor ou peso no baixo ventre.
- Urina turva, com odor forte ou com sangue.
- Febre, calafrios e dor lombar, que indicam infecção nos rins ou na próstata e exigem atendimento rápido.
Febre alta, calafrios, vômitos ou dor lombar intensa junto com sintomas urinários exigem avaliação médica no mesmo dia. Em homens, febre com dificuldade para urinar pode indicar prostatite aguda.
Quais são as causas e os fatores de risco da infecção urinária de repetição?
Em mulheres
A uretra curta, a atividade sexual, o uso de espermicidas, a menopausa, que altera a proteção da mucosa, a constipação e a baixa ingestão de água estão entre os fatores mais comuns.
Em homens
Infecção urinária no homem quase sempre tem um fator associado: aumento da próstata com urina parada na bexiga, prostatite crônica, cálculos, estreitamento da uretra ou uso de sonda.
Em ambos
Diabetes descompensado, cálculos renais, alterações anatômicas, uso de sondas e esvaziamento incompleto da bexiga favorecem infecções recorrentes.
Cansado de tratar infecções que sempre voltam? Agende uma avaliação com o Dr. Alan C. Costa em Alphaville.
Agendar avaliação pelo WhatsAppComo é feita a investigação da infecção urinária de repetição?
Histórico clínico
São registrados número de episódios, culturas anteriores, antibióticos usados, relação com atividade sexual, menopausa, cirurgias e sintomas entre as crises. Levar as uroculturas antigas ajuda muito.
Exames laboratoriais e hormonais
Urocultura com antibiograma em cada episódio, glicemia e hemoglobina glicada, função renal e, em homens, PSA. Em mulheres na menopausa, a avaliação hormonal local é considerada junto com a ginecologia.
Exames de imagem e funcionais
Ultrassonografia com resíduo pós-miccional mostra se a bexiga esvazia bem e se há cálculos. Em casos selecionados, tomografia, urofluxometria, uretrocistoscopia ou estudo urodinâmico.
Fatores metabólicos, sono e medicamentos
Diabetes, obesidade e constipação são avaliados. Remédios para diabetes da classe dos inibidores de SGLT2 aumentam a glicose na urina e podem favorecer infecções. Noites mal dormidas e baixa ingestão de água também influenciam.
Saúde mental, estilo de vida e relacionamento
Infecções frequentes afetam o humor, o trabalho e a vida sexual. Muitas mulheres passam a evitar relações por medo da próxima crise. A conversa aborda higiene sem exageros, hábitos após a relação e, quando necessário, avaliação da parceria.
Como são o tratamento e a prevenção?
Tratar a causa
Desobstruir a próstata, retirar cálculos, tratar o estreitamento da uretra ou melhorar o esvaziamento da bexiga muitas vezes interrompe o ciclo de infecções.
Medidas comportamentais
Hidratação adequada, não segurar a urina por longos períodos, urinar após a relação sexual, tratar a constipação e evitar produtos irritantes na região íntima.
Medidas preventivas específicas
Conforme o caso, podem ser indicados estrogênio vaginal na pós-menopausa, imunoterapia oral com extratos bacterianos, profilaxia pós-coito ou, em situações selecionadas, antibiótico em baixa dose por período determinado.
| Medida | Exemplos |
|---|---|
| Tratar a causa | Desobstruir a próstata, retirar cálculos, tratar estreitamento da uretra ou melhorar o esvaziamento da bexiga |
| Medidas comportamentais | Hidratação, não segurar a urina, urinar após a relação e tratar a constipação |
| Medidas preventivas específicas | Conforme o caso, estrogênio vaginal na pós-menopausa, imunoterapia oral ou profilaxia definida em consulta |
Quais são as situações especiais?
Gestantes
Na gravidez, infecções urinárias têm maior risco de subir para os rins e podem afetar a gestação. Por isso, mesmo bactérias na urina sem sintomas são tratadas, e o acompanhamento é feito em conjunto com o obstetra.
Mulheres na pós-menopausa
A queda do estrogênio deixa a mucosa da uretra e da vagina mais fina e altera a flora local, facilitando infecções. O estrogênio vaginal em baixa dose, quando indicado com a ginecologia, é uma das medidas preventivas mais eficazes nesse grupo.
Homens com prostatite crônica
A bactéria pode ficar alojada na próstata e causar infecções repetidas pelo mesmo germe. O tratamento exige antibióticos que penetram bem na glândula, por período mais longo, além de cuidar dos fatores que favorecem a inflamação.
Pessoas com diabetes
O açúcar elevado no sangue e na urina reduz a defesa contra bactérias. Controlar a glicemia é parte do tratamento, e algumas medicações para diabetes podem precisar de ajuste com o endocrinologista.
Quando cada medida não é indicada?
A profilaxia contínua com antibiótico não é a primeira opção, porque favorece resistência bacteriana, e deve ser reservada a casos selecionados. Bactérias na urina sem sintomas, a chamada bacteriúria assintomática, geralmente não devem ser tratadas, exceto em gestantes e antes de procedimentos urológicos.
Como coletar a urocultura corretamente?
Uma cultura bem coletada evita tratamentos errados. Colha de preferência a primeira urina da manhã ou com pelo menos duas horas sem urinar, faça higiene com água e sabonete, despreze o primeiro jato e colete o jato médio em frasco estéril. A coleta deve ser feita antes de iniciar o antibiótico, sempre que possível.
Quais são os riscos da automedicação na infecção urinária de repetição?
Repetir o antibiótico da última infecção, interromper o tratamento antes do prazo ou tratar sem urocultura cria bactérias resistentes. Com o tempo, infecções simples passam a exigir antibióticos mais fortes, às vezes na veia.
Onde tratar infecção urinária de repetição em Alphaville e Barueri?
O Dr. Alan C. Costa atende homens e mulheres na Alameda Grajaú, 614, em Alphaville Empresarial, com acesso para pacientes de Barueri, Santana de Parnaíba, Tamboré, Osasco e Cotia. Quem procura um urologista em Alphaville para infecções recorrentes encontra investigação da causa e um plano de prevenção individual.
Quais sinais mostram que a infecção subiu para os rins?
Febre, calafrios, dor lombar de um lado, náuseas e mal-estar geral indicam pielonefrite, que exige avaliação no mesmo dia e, às vezes, antibiótico na veia.
Leve suas uroculturas anteriores e quebre o ciclo das infecções com um plano individual.
Agendar avaliação pelo WhatsApp