Aumento da Próstata (Hiperplasia Prostática Benigna) em Alphaville: Sintomas, Diagnóstico e Tratamento

Jato fraco, urgência e acordar à noite para urinar? Entenda o aumento da próstata, os exames e os tratamentos HoLEP, Rezum e GreenLight em Barueri.

Atualizado em 05 de novembro de 2026 | Revisado por Dr. Alan C. Costa, CRM-SP 163.124 | RQE 92973

A hiperplasia prostática benigna é o crescimento não canceroso da próstata que comprime a uretra e causa jato fraco, urgência e noites interrompidas. Atinge cerca de metade dos homens após os 50 anos. O Dr. Alan C. Costa, urologista em Alphaville, investiga próstata, bexiga e fatores associados antes de indicar medicamentos ou tecnologias como HoLEP, Rezum e GreenLight.

O que é a hiperplasia prostática benigna?

A próstata é uma glândula do tamanho aproximado de uma noz, localizada logo abaixo da bexiga, que envolve a uretra, o canal por onde a urina sai. Com o passar dos anos, sob influência da di-hidrotestosterona (um derivado da testosterona), o tecido prostático cresce de forma benigna. Esse crescimento é a hiperplasia prostática benigna (HPB).

Como a uretra atravessa a próstata, o aumento pode comprimir o canal. A bexiga passa a fazer mais força para esvaziar, fica mais espessa e irritável e, nas fases avançadas, pode perder a capacidade de contração. É por isso que o Dr. Alan C. Costa, urologista em Alphaville, avalia não apenas o tamanho da próstata, mas também o estado da bexiga e o impacto dos sintomas na rotina.

O tamanho da próstata nem sempre corresponde à intensidade dos sintomas. Há homens com próstatas grandes e pouco incômodo, e outros com próstatas moderadas e noites muito interrompidas.

Quais sintomas fazem o homem perceber o problema?

Os sintomas costumam aparecer devagar, e muitos homens se adaptam a eles sem perceber. Eles se dividem em dois grupos, e reconhecer cada um ajuda a entender o que está acontecendo.

Sintomas de esvaziamento

Refletem a dificuldade da urina passar pela uretra comprimida. Os mais comuns são o jato fraco ou fino, que perde força ao longo da micção, a demora para começar a urinar mesmo com vontade, o jato intermitente, que para e volta, a necessidade de fazer força com o abdômen e o gotejamento final, com a sensação de que ainda resta urina na bexiga.

Sintomas de armazenamento

Refletem uma bexiga sobrecarregada e mais sensível. A noctúria, que é acordar à noite para urinar, fragmenta o sono e afeta a disposição no dia seguinte. A urgência é a vontade súbita e difícil de segurar, e o aumento da frequência leva o homem a urinar muitas vezes em pequenas quantidades. Em fases avançadas pode haver perda de urina por urgência.

Quais são as causas e os fatores de risco da hiperplasia prostática benigna?

  • Idade: é o principal fator, porque o crescimento prostático acompanha o envelhecimento.
  • Hormônios: a próstata depende da testosterona e da di-hidrotestosterona para crescer, o que explica a ação de alguns medicamentos.
  • Histórico familiar: pai ou irmãos operados de próstata aumentam a chance de sintomas importantes.
  • Fatores metabólicos: obesidade, diabetes e síndrome metabólica estão associados a próstatas maiores e sintomas mais intensos.
  • Sedentarismo: a atividade física regular está associada a sintomas menos graves.

Quando se preocupar com o aumento da próstata?

Algumas situações mostram que a HPB já está causando dano e exige tratamento efetivo. A retenção urinária, quando o homem não consegue urinar e precisa de sonda, é a mais urgente. Também preocupam infecções urinárias de repetição, cálculos na bexiga, sangue na urina recorrente, dilatação dos rins nos exames e um resíduo pós-miccional elevado, que indica que a bexiga já não esvazia direito.

Incapacidade total de urinar, com dor e barriga distendida, é uma urgência. Procure um pronto-socorro em vez de aguardar a consulta.

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Como é feita a investigação da hiperplasia prostática benigna?

O objetivo da investigação é responder a quatro perguntas: quanto os sintomas atrapalham a vida, qual o tamanho e a forma da próstata, como está a bexiga e se existe algum sinal de câncer. Para isso, a avaliação vai além do ultrassom.

Histórico clínico e questionário de sintomas

A consulta registra o tempo de evolução, as cirurgias anteriores e o histórico familiar. O IPSS, questionário internacional de sintomas, quantifica a gravidade e permite acompanhar a resposta ao tratamento.

Exames laboratoriais e hormonais

O PSA auxilia no rastreamento do câncer e também se relaciona ao volume da próstata. O exame de urina e a função renal descartam infecção, sangue e comprometimento dos rins. Glicemia e outros exames entram quando há suspeita de alteração metabólica.

Exames de imagem e funcionais

A ultrassonografia mede o volume prostático e o resíduo após urinar. A urofluxometria mede a força do jato de forma objetiva. O estudo urodinâmico, em casos selecionados, diferencia obstrução de fraqueza da bexiga, o que muda completamente a indicação cirúrgica. A ressonância magnética entra quando há suspeita de câncer.

Fatores metabólicos, sono, medicamentos e estilo de vida

Diabetes descompensado aumenta o volume de urina. A apneia do sono eleva a produção de urina à noite e é causa frequente de noctúria. Antialérgicos, descongestionantes e alguns antidepressivos dificultam a micção. O consumo de café, álcool e líquidos à noite também é revisado.

Saúde mental e relacionamento

Noites mal dormidas, urgência e medo de perder urina afetam humor, trabalho e vida a dois. Muitos homens deixam de viajar ou de ter intimidade por insegurança. Esses impactos entram na decisão sobre quando e como tratar, e a preservação da função sexual é sempre discutida com o paciente e, quando ele deseja, com a parceria.

Quais são os tratamentos da hiperplasia prostática benigna?

Tratamento clínico

Para sintomas leves a moderados, sem complicações, o tratamento começa com ajustes de hábitos, como reduzir líquidos nas horas antes de dormir e moderar cafeína e álcool. Os alfabloqueadores, como a tansulosina, relaxam a saída da bexiga em poucos dias. Os inibidores da 5-alfa-redutase reduzem o volume da próstata ao longo de meses. A tadalafila diária ajuda quem também tem disfunção erétil.

Limitações: o remédio controla sintomas, mas não remove o tecido que obstrui. Exige uso contínuo, pode perder eficácia com o crescimento da próstata e alguns homens não toleram tontura, alteração da ejaculação ou redução da libido.

Tratamentos cirúrgicos minimamente invasivos

Quando o tratamento clínico não basta, as técnicas atuais são feitas pelo canal da uretra, sem cortes externos. A escolha depende do volume da próstata, do uso de anticoagulantes e da importância que o paciente dá à ejaculação.

TécnicaMelhor perfilPrincipal vantagemPrincipal limitação
HoLEPPróstatas de qualquer volumeRemoção ampla e baixa reintervençãoEjaculação retrógrada frequente
RezumPróstatas pequenas a moderadasPreserva a ejaculação na maioria dos casosMelhora gradual e maior chance de retratamento
GreenLightUso de anticoagulantesMenor sangramentoNão gera tecido para análise

Quando cada tratamento não é indicado

O Rezum não é a melhor opção para próstatas muito volumosas. O GreenLight perde eficiência em glândulas enormes. Nenhuma cirurgia desobstrutiva resolve uma bexiga que perdeu a força de contração, e por isso o estudo urodinâmico é pedido quando há dúvida. E quando o PSA está alterado, a investigação do câncer vem antes da escolha da técnica.

Quais são os riscos de adiar e da automedicação?

A HPB tende a progredir. Adiar indefinidamente o tratamento quando os sintomas são importantes pode levar a retenção, infecções e, principalmente, a uma bexiga que perde força. Nesse ponto, mesmo depois de desobstruir a próstata, a recuperação pode ser incompleta. Já os chás, suplementos e remédios usados por conta própria podem aliviar parcialmente os sintomas e esconder um câncer ou uma bexiga em sofrimento.

Onde tratar a próstata em Alphaville e Barueri?

O consultório do Dr. Alan C. Costa fica na Alameda Grajaú, 614, em Alphaville Empresarial, com acesso fácil para pacientes de Barueri, Santana de Parnaíba, Tamboré, Osasco e Cotia. Quem procura um urologista em Alphaville para tratar o aumento da próstata encontra avaliação completa e acesso às principais tecnologias, com acompanhamento antes e depois do procedimento.

Leia também sobre PSA alterado e biópsia e sobre o câncer de próstata.

Leve seus exames anteriores e saia da consulta com um plano claro para a sua próstata.

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Perguntas frequentes

Aumento da próstata vira câncer?

Não. A hiperplasia prostática benigna e o câncer de próstata são doenças diferentes, e uma não se transforma na outra. Elas podem, porém, existir ao mesmo tempo na mesma glândula. Por isso, todo homem com sintomas urinários deve fazer também a avaliação para câncer de próstata quando indicada, com PSA e exame clínico.

Todo aumento da próstata precisa de cirurgia?

Não. A maioria dos homens é tratada inicialmente com ajustes de hábitos e medicamentos. A cirurgia é indicada quando os remédios não controlam os sintomas, quando há efeitos colaterais importantes ou quando surgem complicações, como retenção urinária, infecções de repetição, cálculos na bexiga, sangramento recorrente ou piora da função dos rins.

Acordar à noite para urinar é sempre próstata?

Não. A noctúria também pode ser causada por bexiga hiperativa, excesso de líquidos à noite, apneia do sono, diabetes descompensado, insuficiência cardíaca e alguns medicamentos. A investigação considera o paciente como um todo, muitas vezes com diário miccional, antes de atribuir o sintoma à próstata.

O tratamento da próstata afeta a ereção?

As cirurgias endoscópicas para HPB, como HoLEP, Rezum e GreenLight, têm baixo risco de afetar a ereção, porque não atuam sobre os nervos responsáveis por ela. O efeito mais comum é sobre a ejaculação. Alguns medicamentos, como finasterida e dutasterida, podem reduzir libido em parte dos pacientes, o que é discutido antes do início.

Posso tomar remédio para próstata por conta própria?

Não é recomendado. Medicamentos para a próstata comprados sem avaliação podem mascarar sintomas de câncer, atrasar o tratamento de uma bexiga que já está sofrendo e causar efeitos colaterais como tontura e queda de pressão. A escolha do remédio depende do volume da próstata, dos sintomas e das outras doenças do paciente.

Fontes e referências

Dr. Alan C. Costa: formação e credenciais

O Dr. Alan C. Costa é médico urologista em Alphaville, Barueri, com atuação concentrada em doenças da próstata, do rim e da bexiga, cálculos renais e saúde sexual masculina, unindo cirurgia robótica, técnicas minimamente invasivas e acompanhamento contínuo.

  • Graduação em Medicina pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), em 2013.
  • Cirurgia Geral e Residência em Urologia no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP (2021).
  • Título de Especialista em Urologia pela Sociedade Brasileira de Urologia (SBU).
  • Certificação em Cirurgia Robótica pela Intuitive Surgical e treinamento em técnicas minimamente invasivas.
  • CRM-SP 163.124 | RQE 92973.

Todo o conteúdo desta página foi revisado e aprovado pelo Dr. Alan C. Costa. As informações têm finalidade exclusivamente educativa e não substituem uma avaliação médica individualizada.

Este conteúdo é informativo e não substitui a consulta médica nem o diagnóstico individualizado. Em caso de dor intensa, febre ou outro sintoma agudo, procure atendimento médico de urgência.

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