O que é a hiperplasia prostática benigna?
A próstata é uma glândula do tamanho aproximado de uma noz, localizada logo abaixo da bexiga, que envolve a uretra, o canal por onde a urina sai. Com o passar dos anos, sob influência da di-hidrotestosterona (um derivado da testosterona), o tecido prostático cresce de forma benigna. Esse crescimento é a hiperplasia prostática benigna (HPB).
Como a uretra atravessa a próstata, o aumento pode comprimir o canal. A bexiga passa a fazer mais força para esvaziar, fica mais espessa e irritável e, nas fases avançadas, pode perder a capacidade de contração. É por isso que o Dr. Alan C. Costa, urologista em Alphaville, avalia não apenas o tamanho da próstata, mas também o estado da bexiga e o impacto dos sintomas na rotina.
O tamanho da próstata nem sempre corresponde à intensidade dos sintomas. Há homens com próstatas grandes e pouco incômodo, e outros com próstatas moderadas e noites muito interrompidas.
Quais sintomas fazem o homem perceber o problema?
Os sintomas costumam aparecer devagar, e muitos homens se adaptam a eles sem perceber. Eles se dividem em dois grupos, e reconhecer cada um ajuda a entender o que está acontecendo.
Sintomas de esvaziamento
Refletem a dificuldade da urina passar pela uretra comprimida. Os mais comuns são o jato fraco ou fino, que perde força ao longo da micção, a demora para começar a urinar mesmo com vontade, o jato intermitente, que para e volta, a necessidade de fazer força com o abdômen e o gotejamento final, com a sensação de que ainda resta urina na bexiga.
Sintomas de armazenamento
Refletem uma bexiga sobrecarregada e mais sensível. A noctúria, que é acordar à noite para urinar, fragmenta o sono e afeta a disposição no dia seguinte. A urgência é a vontade súbita e difícil de segurar, e o aumento da frequência leva o homem a urinar muitas vezes em pequenas quantidades. Em fases avançadas pode haver perda de urina por urgência.
Quais são as causas e os fatores de risco da hiperplasia prostática benigna?
- Idade: é o principal fator, porque o crescimento prostático acompanha o envelhecimento.
- Hormônios: a próstata depende da testosterona e da di-hidrotestosterona para crescer, o que explica a ação de alguns medicamentos.
- Histórico familiar: pai ou irmãos operados de próstata aumentam a chance de sintomas importantes.
- Fatores metabólicos: obesidade, diabetes e síndrome metabólica estão associados a próstatas maiores e sintomas mais intensos.
- Sedentarismo: a atividade física regular está associada a sintomas menos graves.
Quando se preocupar com o aumento da próstata?
Algumas situações mostram que a HPB já está causando dano e exige tratamento efetivo. A retenção urinária, quando o homem não consegue urinar e precisa de sonda, é a mais urgente. Também preocupam infecções urinárias de repetição, cálculos na bexiga, sangue na urina recorrente, dilatação dos rins nos exames e um resíduo pós-miccional elevado, que indica que a bexiga já não esvazia direito.
Incapacidade total de urinar, com dor e barriga distendida, é uma urgência. Procure um pronto-socorro em vez de aguardar a consulta.
Jato fraco ou noites interrompidas? Agende uma avaliação da próstata com o Dr. Alan C. Costa em Alphaville.
Agendar avaliação pelo WhatsAppComo é feita a investigação da hiperplasia prostática benigna?
O objetivo da investigação é responder a quatro perguntas: quanto os sintomas atrapalham a vida, qual o tamanho e a forma da próstata, como está a bexiga e se existe algum sinal de câncer. Para isso, a avaliação vai além do ultrassom.
Histórico clínico e questionário de sintomas
A consulta registra o tempo de evolução, as cirurgias anteriores e o histórico familiar. O IPSS, questionário internacional de sintomas, quantifica a gravidade e permite acompanhar a resposta ao tratamento.
Exames laboratoriais e hormonais
O PSA auxilia no rastreamento do câncer e também se relaciona ao volume da próstata. O exame de urina e a função renal descartam infecção, sangue e comprometimento dos rins. Glicemia e outros exames entram quando há suspeita de alteração metabólica.
Exames de imagem e funcionais
A ultrassonografia mede o volume prostático e o resíduo após urinar. A urofluxometria mede a força do jato de forma objetiva. O estudo urodinâmico, em casos selecionados, diferencia obstrução de fraqueza da bexiga, o que muda completamente a indicação cirúrgica. A ressonância magnética entra quando há suspeita de câncer.
Fatores metabólicos, sono, medicamentos e estilo de vida
Diabetes descompensado aumenta o volume de urina. A apneia do sono eleva a produção de urina à noite e é causa frequente de noctúria. Antialérgicos, descongestionantes e alguns antidepressivos dificultam a micção. O consumo de café, álcool e líquidos à noite também é revisado.
Saúde mental e relacionamento
Noites mal dormidas, urgência e medo de perder urina afetam humor, trabalho e vida a dois. Muitos homens deixam de viajar ou de ter intimidade por insegurança. Esses impactos entram na decisão sobre quando e como tratar, e a preservação da função sexual é sempre discutida com o paciente e, quando ele deseja, com a parceria.
Quais são os tratamentos da hiperplasia prostática benigna?
Tratamento clínico
Para sintomas leves a moderados, sem complicações, o tratamento começa com ajustes de hábitos, como reduzir líquidos nas horas antes de dormir e moderar cafeína e álcool. Os alfabloqueadores, como a tansulosina, relaxam a saída da bexiga em poucos dias. Os inibidores da 5-alfa-redutase reduzem o volume da próstata ao longo de meses. A tadalafila diária ajuda quem também tem disfunção erétil.
Limitações: o remédio controla sintomas, mas não remove o tecido que obstrui. Exige uso contínuo, pode perder eficácia com o crescimento da próstata e alguns homens não toleram tontura, alteração da ejaculação ou redução da libido.
Tratamentos cirúrgicos minimamente invasivos
Quando o tratamento clínico não basta, as técnicas atuais são feitas pelo canal da uretra, sem cortes externos. A escolha depende do volume da próstata, do uso de anticoagulantes e da importância que o paciente dá à ejaculação.
| Técnica | Melhor perfil | Principal vantagem | Principal limitação |
|---|---|---|---|
| HoLEP | Próstatas de qualquer volume | Remoção ampla e baixa reintervenção | Ejaculação retrógrada frequente |
| Rezum | Próstatas pequenas a moderadas | Preserva a ejaculação na maioria dos casos | Melhora gradual e maior chance de retratamento |
| GreenLight | Uso de anticoagulantes | Menor sangramento | Não gera tecido para análise |
Quando cada tratamento não é indicado
O Rezum não é a melhor opção para próstatas muito volumosas. O GreenLight perde eficiência em glândulas enormes. Nenhuma cirurgia desobstrutiva resolve uma bexiga que perdeu a força de contração, e por isso o estudo urodinâmico é pedido quando há dúvida. E quando o PSA está alterado, a investigação do câncer vem antes da escolha da técnica.
Quais são os riscos de adiar e da automedicação?
A HPB tende a progredir. Adiar indefinidamente o tratamento quando os sintomas são importantes pode levar a retenção, infecções e, principalmente, a uma bexiga que perde força. Nesse ponto, mesmo depois de desobstruir a próstata, a recuperação pode ser incompleta. Já os chás, suplementos e remédios usados por conta própria podem aliviar parcialmente os sintomas e esconder um câncer ou uma bexiga em sofrimento.
Onde tratar a próstata em Alphaville e Barueri?
O consultório do Dr. Alan C. Costa fica na Alameda Grajaú, 614, em Alphaville Empresarial, com acesso fácil para pacientes de Barueri, Santana de Parnaíba, Tamboré, Osasco e Cotia. Quem procura um urologista em Alphaville para tratar o aumento da próstata encontra avaliação completa e acesso às principais tecnologias, com acompanhamento antes e depois do procedimento.
Leia também sobre PSA alterado e biópsia e sobre o câncer de próstata.
Leve seus exames anteriores e saia da consulta com um plano claro para a sua próstata.
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